{"id":19730,"date":"2024-03-10T15:50:36","date_gmt":"2024-03-10T18:50:36","guid":{"rendered":"https:\/\/lantyer.com.br\/?p=19730"},"modified":"2024-06-22T18:06:13","modified_gmt":"2024-06-22T21:06:13","slug":"theory-of-unpredictability-in-contracts-and-the-coronavirus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lantyer.com.br\/en\/theory-of-unpredictability-in-contracts-and-the-coronavirus\/","title":{"rendered":"Theory of Unpredictability in Contracts and the Coronavirus"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-introducao\"><strong>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/strong><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O advento da pandemia do coronav\u00edrus constituiu um marco hist\u00f3rico sem precedentes, trazendo consigo uma s\u00e9rie de desafios e incertezas em m\u00faltiplos setores da sociedade. Especialmente not\u00e1vel tem sido o seu impacto profundo e multifacetado na economia global, suscitando questionamentos pertinentes sobre as ramifica\u00e7\u00f5es legais e contratuais decorrentes desta crise sem precedentes. Neste contexto, emergem quest\u00f5es cruciais relacionadas aos contratos, exigindo uma an\u00e1lise detalhada e criteriosa para compreender as implica\u00e7\u00f5es e desdobramentos legais que se desenrolam neste cen\u00e1rio turbulento.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Estamos vivenciando um per\u00edodo de profunda inquieta\u00e7\u00e3o global, uma fase marcada por adversidades e desafios significativos, onde os sistemas de sa\u00fade ao redor do mundo enfrentam press\u00f5es extremas, muitos beirando o colapso, devido ao avan\u00e7o implac\u00e1vel da pandemia. A repercuss\u00e3o dessa crise sanit\u00e1ria transcende os limites da sa\u00fade p\u00fablica, atingindo diretamente a esfera econ\u00f4mica e impactando substancialmente tanto indiv\u00edduos quanto entidades jur\u00eddicas. A extens\u00e3o dos danos econ\u00f4micos provocados pelo coronav\u00edrus ainda \u00e9 incerta, revelando um panorama de preju\u00edzos que afeta uma variedade de contratos em diferentes \u00e1reas.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante dessa conjuntura, \u00e9 imperativo explorar os mecanismos jur\u00eddicos existentes que s\u00e3o capazes de oferecer respostas e solu\u00e7\u00f5es para os dilemas contratuais emergentes. Neste \u00ednterim, a Teoria da Imprevis\u00e3o surge como um princ\u00edpio jur\u00eddico relevante, proporcionando um arcabou\u00e7o para a renegocia\u00e7\u00e3o ou resolu\u00e7\u00e3o de contratos em circunst\u00e2ncias extraordin\u00e1rias e imprevis\u00edveis, que alteram drasticamente a equidade e a viabilidade da execu\u00e7\u00e3o contratual.<\/p>\n\n\n\n<p>Este artigo se prop\u00f5e a realizar um exame aprofundado sobre a Teoria da Imprevis\u00e3o, delineando seu hist\u00f3rico, fundamentos e a aplicabilidade no contexto jur\u00eddico atual. Ser\u00e3o discutidas as nuances dessa teoria, sua inser\u00e7\u00e3o na legisla\u00e7\u00e3o e a interpreta\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria pertinente, com o intuito de elucidar a possibilidade de revis\u00e3o ou rescis\u00e3o contratual em face dos desafios impostos pela pandemia da COVID-19. Ademais, este estudo visa investigar os impactos concretos do coronav\u00edrus sobre os contratos e avaliar a aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica da Teoria da Imprevis\u00e3o nesse cen\u00e1rio excepcional, fornecendo insights valiosos para a compreens\u00e3o e gest\u00e3o das quest\u00f5es contratuais emergentes nesta era de incertezas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/martin-sanchez-Tzoe6VCvQYg-unsplash-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-19733\" srcset=\"https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/martin-sanchez-Tzoe6VCvQYg-unsplash-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/martin-sanchez-Tzoe6VCvQYg-unsplash-300x300.jpg 300w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/martin-sanchez-Tzoe6VCvQYg-unsplash-150x150.jpg 150w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/martin-sanchez-Tzoe6VCvQYg-unsplash-768x768.jpg 768w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/martin-sanchez-Tzoe6VCvQYg-unsplash-700x700.jpg 700w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/martin-sanchez-Tzoe6VCvQYg-unsplash-400x400.jpg 400w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/martin-sanchez-Tzoe6VCvQYg-unsplash-75x75.jpg 75w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/martin-sanchez-Tzoe6VCvQYg-unsplash-460x460.jpg 460w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/martin-sanchez-Tzoe6VCvQYg-unsplash-96x96.jpg 96w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-resultados-e-discussao\">2. RESULTADOS E DISCUSS\u00c3O<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-nbsp-2-1-historico-e-conceitos\">&nbsp;2.1. HIST\u00d3RICO E CONCEITOS.<\/h3>\n\n\n\n<p>A seguran\u00e7a jur\u00eddica confere estabilidade econ\u00f4mica, pol\u00edtica e social, consistindo tamb\u00e9m em elemento essencial para as rela\u00e7\u00f5es contratuais, dando harmonia e confian\u00e7a no cumprimento do quanto acordado pelas partes. Neste aspecto, o <em>pacta sunt servanda <\/em>(do latim \u201cos pactos s\u00e3o para serem observados\u201d), trata-se deprinc\u00edpio basilar que confere a partir dele a obrigatoriedade de cumprimento do quanto pactuado contratualmente, a for\u00e7a obrigat\u00f3ria que os pactos assumidos tem (LOPES, 2017).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a for\u00e7a obrigat\u00f3ria dos contratos trata-se de princ\u00edpio do direito brasileiro, existente tamb\u00e9m em diversos outros pa\u00edses, acolhido do direito romano. Ela impede qualquer altera\u00e7\u00e3o contratual que n\u00e3o seja fruto da vontade das partes, n\u00e3o podendo qualquer evento externo servir de justificativa para modifica\u00e7\u00e3o contratual, mesmo que tivesse como consequ\u00eancia o desequil\u00edbrio entre as partes (CASTRO, 2020).<\/p>\n\n\n\n<script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-9355271659364932\"\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script>\n<ins class=\"adsbygoogle\"\n     style=\"display:block; text-align:center;\"\n     data-ad-layout=\"in-article\"\n     data-ad-format=\"fluid\"\n     data-ad-client=\"ca-pub-9355271659364932\"\n     data-ad-slot=\"4548621962\"><\/ins>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script>\n\n\n\n<p>Tal entendimento foi sendo transformado, j\u00e1 que com as duas grandes guerras mundiais surgiu um contexto crise econ\u00f4mica, escassez de mat\u00e9rias primas e de mercadorias, impedimento de livre circula\u00e7\u00e3o de mercadorias e pessoas, e uma s\u00e9rie de outros fatores, tornando muito dif\u00edcil o cumprimento de contratos nesta \u00e9poca (CASTRO, 2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Castro (2020) afirma que diversas leis excepcionais e transit\u00f3rias na \u00e9poca surgiram na Fran\u00e7a e It\u00e1lia para dirimir a situa\u00e7\u00e3o, relativizando o princ\u00edpio da for\u00e7a obrigat\u00f3ria, por vezes suspendendo, permitindo a resolu\u00e7\u00e3o do contrato, bem como concedendo morat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>A doutrina estrangeira recorreu \u00e0 jurisprud\u00eancia dos tribunais eclesi\u00e1sticos e \u00e0s li\u00e7\u00f5es dos p\u00f3s-glosadores e identificou a exist\u00eancia de uma cl\u00e1usula impl\u00edcita: a cl\u00e1usula rebus sic stantibus.<br>Por ela, nos contratos que dependem de um fato futuro, que n\u00e3o nascem e se encerram imediatamente, o v\u00ednculo se entende mantido desde que permane\u00e7a o estado de fato vigente \u00e0 \u00e9poca da estipula\u00e7\u00e3o, de tal sorte que, modificado o ambiente objetivo, por circunst\u00e2ncias supervenientes e imprevistas, a for\u00e7a obrigat\u00f3ria n\u00e3o ser\u00e1 preservada. Essa cl\u00e1usula faz parte da vida, desempenha papel social, econ\u00f4mico e jur\u00eddico, e \u00e9 coadjuvante da paz social.<br>Com base nela, os italianos denominaram de teoria da superveni\u00eancia, enquanto os franceses, de teoria da imprevis\u00e3o, esta \u00faltima acolhida pelos doutrinadores em todo mundo. (CASTRO, 2020)<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Logo, a Teoria da Imprevis\u00e3o estabelece que em caso de evento futuro, n\u00e3o previs\u00edvel pelas pessoas no momento da declara\u00e7\u00e3o de vontade, mas que torna imposs\u00edvel seu cumprimento, a presta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 inexig\u00edvel (CASTRO, 2020).<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Quando a diferen\u00e7a atinge um valor importante, quando a falta de equival\u00eancia aparece evidente aos mais ignorantes do curso dos pre\u00e7os, quando a ruptura do equil\u00edbrio \u00e9 a consequ\u00eancia duma guerra ou duma calamidade p\u00fablica, a revis\u00e3o dos contratos \u00e9 mais imperiosa pedida. Enquanto este pedido n\u00e3o encontrar melhor justifica\u00e7\u00e3o do que a diferen\u00e7a dos cursos dos pre\u00e7os n\u00e3o poder\u00e1 ser atendido. Para evitar cat\u00e1strofes financeiras, poss\u00edveis fal\u00eancias, o legislador, por leis de circunst\u00e2ncia, concede prazos de pagamentos, autoriza prorroga\u00e7\u00f5es ou revis\u00f5es de contratos. S\u00e3o medidas de oportunidade muitas vezes uteis, algumas vezes eficazes. H\u00e1 ent\u00e3o expropria\u00e7\u00e3o do direito do credor no interesse da paz p\u00fablica, mas n\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o regular duma regra jur\u00eddica (RIPERT, 2009).<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Nesta senda, cabe trazer a cl\u00e1usula <em>rebus sic stantibus <\/em>(do latim \u201cestando assim as coisas\u201d), que traduz a teoria da imprevis\u00e3o, pela qual busca a manuten\u00e7\u00e3o do contrato enquanto as coisas estejam mantidas nas condi\u00e7\u00f5es de quando da elabora\u00e7\u00e3o do contrato. Trata-se de uma exce\u00e7\u00e3o a obrigatoriedade do contrato (<em>pacta sunt servanda<\/em>), pois havendo excessiva onerosidade a uma das partes, ocasionando um desequil\u00edbrio contratual, o contrato pode ser revisto ou alterado, com intuito de manter-se o equil\u00edbrio (LOPES, 2017)<\/p>\n\n\n\n<p>Ripert (2009) ensina que o sentido da clausula <em>rebus sic stantibus <\/em>decorre de um evento extraordin\u00e1rio, fora da previs\u00e3o humana, que justifique a revis\u00e3o contratual. Este abuso inicia no momento em que o desequil\u00edbrio contratual se d\u00e1 de tal forma que o contratante n\u00e3o podia prever que ia tirar do contrato tal vantagem. Como requisito, o acontecimento deve tornar para o devedor o cumprimento do contrato muito dif\u00edcil e oneroso.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>1\u00ba O car\u00e1ter imprevis\u00edvel do acontecimento n\u00e3o depende da pr\u00f3pria natureza do acontecimento, mas do que era imposs\u00edvel prever que sobreviesse, modificando a situa\u00e7\u00e3o. Assim a guerra s\u00f3 poder\u00e1 ser tomada em considera\u00e7\u00e3o se provocar uma modifica\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. A lei de 21 de janeiro de 1918 n\u00e3o foi aplicada sen\u00e3o aos contratos feitos antes da guerra; a Lei de 6 de julho de 1925 aos arrendamentos come\u00e7ados e conclu\u00eddos antes de 24 de outubro de 1919; a jurisprud\u00eancia do Conselho de Estado revela que o carv\u00e3o atingiu, depois da guerra, um pre\u00e7o que n\u00e3o podia ser previsto.<\/p>\n\n\n\n<p>2\u00ba A execu\u00e7\u00e3o dif\u00edcil ou onerosa do contrato resultar\u00e1, a maior parte das vezes, da modifica\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os. O devedor arruinar-se-\u00e1 para obter as mercadorias ou as mat\u00e9rias a entregar; o empreiteiro n\u00e3o poder\u00e1 executar o trabalho pelo pre\u00e7o combinado sen\u00e3o mediante um sacrif\u00edcio consider\u00e1vel da sua fortuna pessoal; o concession\u00e1rio do servi\u00e7o p\u00fablico ser\u00e1 amea\u00e7ado de fal\u00eancia; o pre\u00e7o do aluguel n\u00e3o est\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao valor locativo do im\u00f3vel (RIPERT, 2009).<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A partir de Arnoldo Medeiros da Fonseca, em sua obra \u201cCaso Fortuito e Teoria da Imprevis\u00e3o\u201d de 1932, estruturou-se a for\u00e7a maior e o caso fortuito como excludentes de responsabilidade no direito brasileiro (CASTRO, 2020). Cabe trazer alguns dispositivos legais relevantes que se referem aos institutos aqui abordados. Vejamos:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Art. 317. Quando, por motivos imprevis\u00edveis, <strong><u>sobrevier despropor\u00e7\u00e3o manifesta entre o valor da presta\u00e7\u00e3o devida e o do momento de sua execu\u00e7\u00e3o<\/u><\/strong>, poder\u00e1 o juiz corrigi-lo, a pedido da parte, de modo que assegure, quanto poss\u00edvel, o valor real da presta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 393. O devedor n\u00e3o responde pelos preju\u00edzos resultantes de caso fortuito ou for\u00e7a maior, se expressamente n\u00e3o se houver por eles responsabilizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O caso fortuito ou de for\u00e7a maior verifica-se no fato necess\u00e1rio, cujos efeitos n\u00e3o era poss\u00edvel evitar ou impedir.<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 427. A proposta de contrato obriga o proponente, se o contr\u00e1rio n\u00e3o resultar dos termos dela, da natureza do neg\u00f3cio, ou das circunst\u00e2ncias do caso. (BRASIL, 2002)<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/scott-graham-OQMZwNd3ThU-unsplash-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-19734\" srcset=\"https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/scott-graham-OQMZwNd3ThU-unsplash-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/scott-graham-OQMZwNd3ThU-unsplash-300x300.jpg 300w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/scott-graham-OQMZwNd3ThU-unsplash-150x150.jpg 150w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/scott-graham-OQMZwNd3ThU-unsplash-768x768.jpg 768w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/scott-graham-OQMZwNd3ThU-unsplash-700x700.jpg 700w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/scott-graham-OQMZwNd3ThU-unsplash-400x400.jpg 400w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/scott-graham-OQMZwNd3ThU-unsplash-75x75.jpg 75w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/scott-graham-OQMZwNd3ThU-unsplash-460x460.jpg 460w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/scott-graham-OQMZwNd3ThU-unsplash-96x96.jpg 96w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Neste aspecto, o artigo 393 consiste numa excludente de responsabilidade por preju\u00edzos sofridos pelo credor, por fato decorrente de for\u00e7a maior ou caso fortuito, consistindo na materializa\u00e7\u00e3o da Teoria da Imprevis\u00e3o na legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, Diniz (2010) leciona que a inexecu\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o por fato inimput\u00e1vel ao devedor est\u00e1 consagrada em nosso direito, principalmente atrav\u00e9s do princ\u00edpio da exonera\u00e7\u00e3o do devedor pela impossibilidade de cumprir a obriga\u00e7\u00e3o sem culpa sua. O credor n\u00e3o ter\u00e1 direito a indeniza\u00e7\u00e3o pelos preju\u00edzos decorrentes de for\u00e7a maior (<em>act of god<\/em>) ou de caso fortuito.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Tal n\u00e3o significa, no entanto, que eventual impossibilidade de presta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 sempre causa de extin\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o, vez que, quando n\u00e3o se estiver diante de termo essencial, de impossibilidade permanente de presta\u00e7\u00e3o ou de sua inutilidade para o credor em momento futuro, a solu\u00e7\u00e3o adequada poder\u00e1 ser a prorroga\u00e7\u00e3o de prazo para pagamento, com manuten\u00e7\u00e3o dos deveres de execu\u00e7\u00e3o. (MONTEIRO FILHO, ROSENVALD, DENSA, 2020)<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ademais, faz-se de fundamental import\u00e2ncia trazer acerca da onerosidade excessiva prevista nos artigos 478, do C\u00f3digo Civil, que estabelecem que nos contratos de execu\u00e7\u00e3o continuada ou diferida, se a presta\u00e7\u00e3o de uma das partes se tornar excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra, em virtude de acontecimentos extraordin\u00e1rios e imprevis\u00edveis, poder\u00e1 o devedor pedir a resolu\u00e7\u00e3o do contrato. Acrescenta-se ainda o art. 479, que define que a resolu\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser evitada, oferecendo-se o r\u00e9u a modificar equitativamente as condi\u00e7\u00f5es do contrato. Por fim, o art. 480 prev\u00ea que se no contrato, as obriga\u00e7\u00f5es couberem a apenas uma das partes, poder\u00e1 ela pleitear que a sua presta\u00e7\u00e3o seja reduzida, ou alterado o modo de execut\u00e1-la, a fim de evitar a onerosidade excessiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Nossa legisla\u00e7\u00e3o se mostra mais favor\u00e1vel a uma renegocia\u00e7\u00e3o contratual, diante de um caso de desequil\u00edbrio, se adaptando as condi\u00e7\u00f5es existentes, do que a uma ruptura contratual (LOPES,2017).<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Segundo Agostinho Alvim, o \u201cinadimplemento, por parte do devedor, pode ser absoluto, ou, traduzir-se em simples mora: inadimplemento absoluto e inadimplemento-mora, subdividindo-se o primeiro deles em inadimplemento absoluto total ou parcial.\u201d O inadimplemento absoluto consubstancia-se a na impossibilidade de cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o, de forma total ou parcial. Ser\u00e1 parcial ser a obriga\u00e7\u00e3o compreende v\u00e1rias presta\u00e7\u00f5es, e, uma ou algumas n\u00e3o podem ser satisfeitas, subsistindo a obriga\u00e7\u00e3o quanto \u00e0s demais. Segundo o mesmo autor, haver\u00e1 \u201cmora no caso em que a obriga\u00e7\u00e3o n\u00e3o tenha sido cumprida no lugar, no tempo, ou na forma convencionados, subsistindo, em todo o caso, a possibilidade de cumprimento.\u201d (MONTEIRO FILHO, ROSENVALD, DENSA, 2020).<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Embora exista uma corrente doutrin\u00e1ria que estabele\u00e7a distin\u00e7\u00f5es entre caso fortuito e for\u00e7a maior, o texto do C\u00f3digo Civil brasileiro n\u00e3o estabelece uma separa\u00e7\u00e3o clara entre esses conceitos. Segundo essa vertente, o caso fortuito \u00e9 identificado como um evento que n\u00e3o poderia ser previsto nem evitado, enquanto a for\u00e7a maior seria um evento que, apesar de previs\u00edvel, n\u00e3o poderia ser evitado. J\u00e1 Fl\u00e1vio Tartuce define o caso fortuito como totalmente imprevis\u00edvel e a for\u00e7a maior como previs\u00edvel, por\u00e9m inevit\u00e1vel. No entanto, na pr\u00e1tica jur\u00eddica e nas decis\u00f5es dos tribunais, observa-se uma tend\u00eancia \u00e0 unifica\u00e7\u00e3o dessas no\u00e7\u00f5es, sem uma distin\u00e7\u00e3o rigorosa entre elas, seguindo a abordagem mais gen\u00e9rica adotada pelo legislador.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Caso fortuito e for\u00e7a maior podem ser tomados como sin\u00f4nimos, j\u00e1 que a ideia das express\u00f5es \u00e9 de complementa\u00e7\u00e3o. Nesse sentido est\u00e1 a reda\u00e7\u00e3o do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 393. Em sentido diversos, h\u00e1 import\u00e2ncia na distin\u00e7\u00e3o entre fortuito interno e externo, devido a diversidade de consequ\u00eancias. Diferentemente do fortuito interno, o fortuito externo exclui a responsabilidade. No fortuito interno o fato danoso n\u00e3o resultou da culpa do agente, mas de uma situa\u00e7\u00e3o que se aliga diretamente aos riscos da atividade profissional exercitada pelo causador do dano. O risco vem de \u201cdentro para fora\u201d, sendo mais do que um simples cen\u00e1rio ou ocasi\u00e3o para o evento, traduzido em um evento evit\u00e1vel por parte de quem assumiu a atividade. A express\u00e3o for\u00e7a maior s\u00f3 poder\u00e1 ser aplicada ao fortuito externo para fins de exonera\u00e7\u00e3o de responsabilidade do agente, como se verifica da hip\u00f3tese aludida no art. 734, CC\/02. Neste ponto, importante observar o Enunciado 442, do Conselho de Justi\u00e7a Federal: \u201dO caso fortuito e a for\u00e7a maior somente ser\u00e3o considerados como excludentes da responsabilidade civil quando o fato gerador do dano n\u00e3o for conexo \u00e0 atividade desenvolvida (MONTEIRO FILHO, ROSENVALD, DENSA, 2020)<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/romain-dancre-doplSDELX7E-unsplash-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-19735\" srcset=\"https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/romain-dancre-doplSDELX7E-unsplash-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/romain-dancre-doplSDELX7E-unsplash-300x300.jpg 300w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/romain-dancre-doplSDELX7E-unsplash-150x150.jpg 150w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/romain-dancre-doplSDELX7E-unsplash-768x768.jpg 768w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/romain-dancre-doplSDELX7E-unsplash-700x700.jpg 700w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/romain-dancre-doplSDELX7E-unsplash-400x400.jpg 400w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/romain-dancre-doplSDELX7E-unsplash-75x75.jpg 75w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/romain-dancre-doplSDELX7E-unsplash-460x460.jpg 460w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/romain-dancre-doplSDELX7E-unsplash-96x96.jpg 96w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>De acordo com Bdine Jr. (2010) a caracter\u00edstica mais importante dessas <strong>excludentes de responsabilidade \u00e9 a inevitabilidade, a impossibilidade de serem evitadas pelas for\u00e7as humanas.<\/strong> Para caracterizar caso fortuito ou for\u00e7a maior \u00e9 necess\u00e1rio que o fato \u00e9 necess\u00e1rio e n\u00e3o determinado por culpa do devedor, sendo superveniente e inevit\u00e1vel, irresist\u00edvel, completamente fora do alcance do poder humano.<\/p>\n\n\n\n<p>Baptista (1983), antes da entrada em vigor do nosso C\u00f3digo Civil de 2002, comparando com outros sistemas legais, como o franc\u00eas e o ingl\u00eas, j\u00e1 trazia que s\u00e3o essenciais para caracterizar&nbsp; a for\u00e7a maior, a imprevisibilidade, inevitabilidade, e a exterioridade em rela\u00e7\u00e3o as partes contratuais, donde resulte a impossibilidade de ser cumprida a obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O doutor Baptista (1983) afirma ainda que a maior parte dos redatores de contratos, especialmente os oriundos de pa\u00edses de <em>common law, <\/em>costumam caracterizar as circunst\u00e2ncias constitutivas de for\u00e7a maior. Assim, para o autor, pode-se agrupar eventos tidos como de for\u00e7a maior. Vejamos:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Cataclisma: terremotos, tuf\u00f5es, tempestades, inc\u00eandios, aluvi\u00f5es, inunda\u00e7\u00f5es, seca, raios, congelamento de estradas e linhas f\u00e9rreas, <strong><u>epidemias<\/u><\/strong>, onde os ingleses usam a express\u00e3o acts of god (&#8230;) (BAPTISTA, 1983)<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Rosenvald (2020) leciona que contexto dos contratos internacionais, a for\u00e7a maior ser\u00e1 considerada um <em>\u201ctriggering event\u201d<\/em>, um gatilho atrelado a uma barreira tang\u00edvel ou intang\u00edvel que, uma vez violada, causa a ocorr\u00eancia de outro evento, como por exemplo a resolu\u00e7\u00e3o ou renegocia\u00e7\u00e3o contratual.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito jur\u00eddico brasileiro, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, ao analisar o REsp 945.166 em 2012, consolidou o entendimento de que flutua\u00e7\u00f5es no valor de produtos agr\u00edcolas ou insumos, bem como o surgimento de pragas nas planta\u00e7\u00f5es \u2013 especificamente a ferrugem asi\u00e1tica no caso analisado \u2013, n\u00e3o constituem bases suficientes para invocar a teoria da imprevis\u00e3o visando discutir a onerosidade excessiva em contratos agr\u00edcolas.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste contexto espec\u00edfico, o Tribunal de Justi\u00e7a de Goi\u00e1s havia acolhido o pleito de um agricultor que buscava resolver um contrato de compra e venda futura de soja com uma empresa, argumentando que altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e pragas provocaram aumento nos pre\u00e7os da soja e dos insumos agr\u00edcolas. Contudo, o Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, relator do recurso, sublinhou que a altera\u00e7\u00e3o contratual por onerosidade excessiva requer a ocorr\u00eancia de um evento extraordin\u00e1rio e imprevis\u00edvel, que transcenda as varia\u00e7\u00f5es ordin\u00e1rias inerentes \u00e0 atividade.<\/p>\n\n\n\n<p>O Ministro Salom\u00e3o enfatizou que varia\u00e7\u00f5es no pre\u00e7o da soja s\u00e3o antecip\u00e1veis, considerando a natureza do produto, sujeito a din\u00e2micas de mercado e comercializa\u00e7\u00e3o em bolsas de valores, assim como a presen\u00e7a da ferrugem asi\u00e1tica em culturas brasileiras desde 2001, uma praga conhecida e gerenci\u00e1vel, n\u00e3o configura uma surpresa para o setor.<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma an\u00e1lise distinta, ao revisar o REsp 1.998.206, a Quarta Turma decidiu que a pandemia da Covid-19, por si s\u00f3, n\u00e3o justifica a revis\u00e3o proporcional das mensalidades escolares sob a \u00f3tica das teorias da imprevis\u00e3o ou da onerosidade excessiva. O Ministro Salom\u00e3o ressaltou que, apesar da continuidade dos servi\u00e7os educacionais, ajustados \u00e0s condi\u00e7\u00f5es impostas pela situa\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria, n\u00e3o ocorreu um desequil\u00edbrio contratual que justificasse tal revis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, no REsp 1.984.277, a mesma Turma reconheceu a viabilidade de revis\u00e3o de contratos de loca\u00e7\u00e3o n\u00e3o residencial devido ao impacto da pandemia, evidenciando uma necessidade de reajuste para manter o equil\u00edbrio econ\u00f4mico e financeiro das partes envolvidas.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento do Recurso Especial (REsp) 1.321.614, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) abordou uma quest\u00e3o concernente \u00e0 aplicabilidade da teoria da imprevis\u00e3o em um contexto de maxidesvaloriza\u00e7\u00e3o cambial. O caso envolvia um m\u00e9dico que adquiriu um equipamento de ultrassom importado, contratado pelo valor de 82 mil d\u00f3lares. Diante de uma desvaloriza\u00e7\u00e3o significativa do real, o profissional solicitou a revis\u00e3o das cl\u00e1usulas contratuais baseando-se na teoria da imprevis\u00e3o, objetivando ajustar o montante devido em raz\u00e3o da varia\u00e7\u00e3o cambial adversa.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, relator do caso, enfatizou que a interven\u00e7\u00e3o judicial em contratos, sob a \u00f3tica da teoria da imprevis\u00e3o ou da onerosidade excessiva, demanda a comprova\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7as supervenientes, imprevis\u00edveis e extraordin\u00e1rias nas circunst\u00e2ncias existentes no momento da celebra\u00e7\u00e3o do contrato, que afetem substancialmente o valor da presta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso em an\u00e1lise, a corte concluiu que a rela\u00e7\u00e3o contratual era parit\u00e1ria e n\u00e3o sujeita \u00e0s normas de prote\u00e7\u00e3o do direito do consumidor, destacando-se que o risco de oscila\u00e7\u00e3o cambial \u00e9 um elemento inerente a contratos firmados em moeda estrangeira. O hist\u00f3rico de instabilidade econ\u00f4mica do pa\u00eds e a possibilidade de varia\u00e7\u00f5es na taxa de c\u00e2mbio foram considerados aspectos previs\u00edveis, n\u00e3o justificando, portanto, a revis\u00e3o contratual com base na teoria da imprevis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o STJ decidiu que a maxidesvaloriza\u00e7\u00e3o do real ocorrida em janeiro de 1999 n\u00e3o autorizava a aplica\u00e7\u00e3o da teoria da imprevis\u00e3o para a revis\u00e3o da cl\u00e1usula de indexa\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar, reiterando a import\u00e2ncia da an\u00e1lise de previsibilidade e da assun\u00e7\u00e3o de riscos em acordos contratuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a Primeira Turma, ao avaliar o REsp 1.797.714, reiterou que ajustes salariais decorrentes de conven\u00e7\u00f5es coletivas n\u00e3o constituem eventos imprevis\u00edveis, n\u00e3o servindo, portanto, como fundamento para a repactua\u00e7\u00e3o de contratos administrativos, refor\u00e7ando a previsibilidade desses ajustes no contexto de contrata\u00e7\u00f5es p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-coronavirus-e-os-contratos\">2.2. CORONAV\u00cdRUS E OS CONTRATOS<\/h3>\n\n\n\n\n\n<p>O contrato constitui-se como neg\u00f3cio jur\u00eddico, um ato bilateral ou plurilateral, decorrente da declara\u00e7\u00e3o de vontade das partes, com intuito de criar, alterar ou extinguir direitos e deveres entre os sujeitos da rela\u00e7\u00e3o. Nesta senda, o contrato deve estar em conformidade com ordenamento jur\u00eddico, seguindo princ\u00edpios como da fun\u00e7\u00e3o social e econ\u00f4mica, boa-f\u00e9 e bons costumes, al\u00e9m de objeto de conte\u00fado licito (TARTUCE, 2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Os contratos s\u00e3o instrumentos por excel\u00eancia de circula\u00e7\u00e3o de riquezas, sendo que as trocas demandam utilidade e justi\u00e7a, sendo censurado os abusos da liberdade contratual (BDINE JR, 2010). Monteiro Filho, Rosenvald e Densa (2020) trazem que o contrato consiste em fonte obrigacional pela qual as partes convencionam riscos, sendo mais que o instrumento de circula\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os, configurando a pr\u00f3pria realidade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Analisar o contrato enquanto pr\u00e1tica implica entend\u00ea-lo como um elemento indissoluvelmente ligado \u00e0 sociedade na qual ele existe. As raz\u00f5es para tal afirma\u00e7\u00e3o s\u00e3o bastante triviais \u00e0 medida que n\u00e3o se concebe uma rela\u00e7\u00e3o contratual sem institui\u00e7\u00f5es estabilizadoras, regras sociais, valores, economia e linguagem. Em outras palavras, n\u00e3o existe contrato fora do contexto de uma dada matriz social que lhe d\u00e1 significado e lhe define as regras. Conforme salientado anteriormente, n\u00e3o existe contrato fora de uma ordem de mercado e esta sem uma sociedade que lhe d\u00ea suporte (MONTEIRO FILHO, ROSENVALD, DENSA, 2020).<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A Lei 13.874, de 20 de setembro de 2019, a chamada de Lei da Liberdade Econ\u00f4mica, acrescentou o par\u00e1grafo \u00fanico ao art. 421 do C\u00f3digo Civil, estabelecendo o princ\u00edpio da interven\u00e7\u00e3o m\u00ednima nos contratos e a excepcionalidade da revis\u00e3o contratual. A Pandemia causada pelo Coronav\u00edrus se enquadraria dentro desse espectro da excepcionalidade. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Mar\u00e7o de 2020. Espraia-se, em escala global, cen\u00e1rio dist\u00f3pico a alcan\u00e7ar indistintamente pa\u00edses de diferentes n\u00edveis de desenvolvimento. Fala-se logo de quadro compar\u00e1vel \u00e0 chamada influenza espanhola (de 1918, que resultou na morte de 100 milh\u00f5es de pessoas) ou \u00e0 peste negra (do s\u00e9culo XIV, que dizimou entre 75 e 200 milh\u00f5es de pessoas). Os impactos iniciais da pandemia da Covid-19, resultante do novo coronav\u00edrus que se alastrou a partir da cidade de Wuhan na China desde dezembro do ano passado, alcan\u00e7am em primeiro plano a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o e, na esteira desta, as rela\u00e7\u00f5es pessoais e econ\u00f4micas que se travam no meio social (MONTEIRO FILHO; ROSENVALD; DENSA, 2020).<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A COVID-19 afetou e afetar\u00e1 diversas rela\u00e7\u00f5es contratuais nas mais diversas \u00e1reas, j\u00e1 que em virtude da r\u00e1pida capacidade de dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e risco de superlota\u00e7\u00e3o do sistema de sa\u00fade p\u00fablico e privado no Brasil, vemos o fechamento do comercio, eventos p\u00fablicos, privados e esportivos, de escrit\u00f3rios, dentre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste sentido, Leite (2020) alega que a Teoria da Imprevis\u00e3o ter\u00e1 cabimento em conson\u00e2ncia com substrato f\u00e1tico que o coronav\u00edrus nos traz, desde que exista desequil\u00edbrio contratual, onerosidade excessiva para uma das partes e aus\u00eancia de mora.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Nesse mister, faz-se alus\u00e3o \u00e0 enumera\u00e7\u00e3o aberta de fatores que precisam necessariamente ser tomados em considera\u00e7\u00e3o ao deslinde do caso em sua especificidade: (i) o modo e o tempo em que os efeitos do ciclo epid\u00eamico alcan\u00e7am as presta\u00e7\u00f5es pactuadas; (ii) os poss\u00edveis meios alternativos de execu\u00e7\u00e3o da presta\u00e7\u00e3o; (iii) o mercado em que se insere a atividade em an\u00e1lise; (iv) o aumento do custo de insumos necess\u00e1rios \u00e0 produ\u00e7\u00e3o convencionada; (v) a eventual presen\u00e7a de insumos que permitam substituir os necess\u00e1rios ao cumprimento dos deveres contratualmente assumidos; (vi) os termos da estipula\u00e7\u00e3o contratual e sua natureza; (vii) presen\u00e7a de cl\u00e1usulas limitativas ou excludentes de responsabilidade; (viii) cl\u00e1usula de hardship; (ix) cl\u00e1sulas de garantia; (x) cl\u00e1usulas de for\u00e7a maior; (xi) cl\u00e1usulas de media\u00e7\u00e3o, concilia\u00e7\u00e3o e arbitragem; (xii) a equa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do neg\u00f3cio, \u00e0 luz do equil\u00edbrio funcional do contrato; (xiii) a eventual situa\u00e7\u00e3o de mora de alguma ou de ambas as partes; dentre outras tantas circunst\u00e2ncias indissoci\u00e1veis de aprecia\u00e7\u00e3o (MONTEIRO FILHO; ROSENVALD; DENSA, 2020).<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A Pandemia causada pelo novo coronav\u00edrus, por si s\u00f3, n\u00e3o pode ser tida como motivo amplo de descumprimento de obriga\u00e7\u00f5es contratuais. Deve-se comprovar a incid\u00eancia direta dos efeitos da COVID-19 na rela\u00e7\u00e3o contratual, bem como ponderar todo contexto espec\u00edfico e geral atrelado aquele contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>A t\u00edtulo pr\u00e1tico de todos os institutos abordados no presente artigo, temos o caso entre o Sindicato dos Lojistas do Com\u00e9rcio do Estado da Bahia e o Condom\u00ednio Naciguat (Shopping da Bahia). O Sindicato, em nome de todos substitu\u00eddos processuais representados, pleiteou a suspens\u00e3o da exigibilidade de todas as obriga\u00e7\u00f5es pecuni\u00e1rias decorrentes do contrato de loca\u00e7\u00e3o firmado, incluindo pagamento do aluguel e fundo de promo\u00e7\u00e3o e propaganda, enquanto os efeitos da suspens\u00e3o das atividades perdurarem.<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz de direito \u00c9rico Rodrigues Vieira, em sede de tutela de urg\u00eancia, entendeu o seguinte:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong><u>(&#8230;) O advento da pandemia, todavia, caracteriza, de forma concreta e inequ\u00edvoca, a imprevisibilidade que legitima a revis\u00e3o contratual na forma do art. 317 do CC de 2002, como ainda a onerosidade excessiva para os lojistas (art. 478 do CC de 2002), impondo-se a pretendida revis\u00e3o para tentar se buscar a manuten\u00e7\u00e3o dos contratos, <\/u><\/strong>os quais, ali\u00e1s, ainda que revistos nos termos da presente, dada a gravidade do momento e, mormente, seus nefastos efeitos econ\u00f4micos, n\u00e3o necessariamente lograram manter-se. In casu, a manuten\u00e7\u00e3o do atual cen\u00e1rio, qual seja, total aus\u00eancia de receita para os lojistas substitu\u00eddos, face o fechamento do shopping demandado por ordem do Poder P\u00fablico local em raz\u00e3o da imperiosa necessidade de conten\u00e7\u00e3o da pandemia, e continuidade da exigibilidade dos encargos decorrentes dos contratos daqueles \ufb01rmados com o shopping, sobretudo, alugu\u00e9is e fundo de promo\u00e7\u00e3o de propaganda, con\ufb01gura signi\ufb01cativo e inequ\u00edvoco preju\u00edzo aos substitu\u00eddos pela parte autora, a satisfazer o requisito emergencial do art. 300 do CPC, ao que se deve aditar a tamb\u00e9m inconteste evid\u00eancia da verossimilhan\u00e7a do direito autoral, \u00e0 luz, reitere-se, dos arts, 317 e 478 do CC, tudo a legitimar a concess\u00e3o da tutela de urg\u00eancia reclamada. (&#8230;)\u201d BRASIL. Tribunal de Justi\u00e7a do Estado da Bahia. Procedimento Comum C\u00edvel n\u00ba 8034799-17.2020.8.05.0001. Demandante: Sindicato Dos Lojistas Do Comercio Do Estado Da Bahia. Demandada: Condominio Naciguat. Relator:Juiz \u00c9rico Rodrigues Vieira. Salvador, 14 de abril de 2020.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>No que se referem aos impactos da pandemia na rela\u00e7\u00e3o contratual entre lojistas e <em>shopping centers, <\/em>existem duas correntes acerca da possibilidade de redu\u00e7\u00e3o do valor do aluguel m\u00ednimo a ser pago, j\u00e1 que neste per\u00edodo de inatividade, em geral, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em aluguel percentual, calculado \u00e0 base de uma porcentagem sobre as vendas apuradas (MONTEIRO FILHO; ROSENVALD; DENSA, 2020).<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira corrente entende pela aplica\u00e7\u00e3o da teoria da imprevis\u00e3o e da onerosidade excessiva, aplicando-se revis\u00e3o contratual (MONTEIRO FILHO; ROSENVALD; DENSA, 2020). J\u00e1 a segunda corrente defende aplica\u00e7\u00e3o do art. 567 do C\u00f3digo Civil, pela qual, se durante a loca\u00e7\u00e3o, houver deteriora\u00e7\u00e3o da coisa alugada, sem culpa do locat\u00e1rio, a este caber\u00e1 pedir redu\u00e7\u00e3o proporcional do aluguel, ou resolu\u00e7\u00e3o contratual, caso j\u00e1 n\u00e3o sirva a coisa para o fim a que se destinava (MONTEIRO FILHO; ROSENVALD; DENSA, 2020).<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 incid\u00eancia da teoria da excessiva onerosidade, cabe destacar recente decis\u00e3o da 25\u00aa Vara C\u00edvel de Bras\u00edlia, do Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios, no processo n\u00ba 0709038-25.2020.8.07.0001, que deferiu pedido de antecipa\u00e7\u00e3o de tutela para autorizar lojista a suspender o pagamento do aluguel m\u00ednimo e dos valores referentes ao fundo de promo\u00e7\u00e3o e propaganda, no contexto da pandemia do novo coronav\u00edrus (MONTEIRO FILHO; ROSENVALD; DENSA, 2020).<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Neste sentido, o coronav\u00edrus pode conduzir, em decorr\u00eancia da situa\u00e7\u00e3o de for\u00e7a maior, a extin\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es contratuais ou a suspens\u00e3o dos efeitos de mora, no caso de tempor\u00e1ria, j\u00e1 que as circunst\u00e2ncias geram uma situa\u00e7\u00e3o de impossibilidade de cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o contratual pelo devedor. Cada caso deve ser analisado de acordo com suas particularidades, levando em conta todos os elementos pr\u00f3prios que o comp\u00f5em, n\u00e3o havendo uma resposta padr\u00e3o para resolu\u00e7\u00e3o de casos como esse.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>N\u00e3o conduz a um \u00fanico resultado o processo interpretativo dos efeitos provocados pelo novo coronav\u00edrus \u00e0s rela\u00e7\u00f5es contratuais. Com efeito, a depender da composi\u00e7\u00e3o de interesse atingidos, o concreto programa contratual em analise, diversa ser\u00e1 a qualifica\u00e7\u00e3o do fato jur\u00eddico pandemia. Assim, nos contratos de execu\u00e7\u00e3o continuada ou diferida, a pandemia, embora por vezes n\u00e3o impossibilite a presta\u00e7\u00e3o, pode torna-la extremamente onerosa ao devedor, de modo a justificar a revis\u00e3o ou resolu\u00e7\u00e3o contratuais, ou mesmo a repactua\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea da aven\u00e7a pelas partes, em nome do princ\u00edpio da conserva\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios; em outros pactos, suas consequ\u00eancias poder\u00e3o determinar t\u00e3o somente a suspens\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o do objeto da contrata\u00e7\u00e3o, postergando os deveres de presta\u00e7\u00e3o para ulterior momento; e ainda em outros tantos casos, o fato jur\u00eddico pandemia provocar\u00e1 a impossibilidade superveniente de execu\u00e7\u00e3o da presta\u00e7\u00e3o, a configurar caso fortuito ou for\u00e7a maior, capazes de, por meio do rompimento do nexo de causalidade, afastar os efeitos do inadimplemento absoluto ou da mora do devedor na hip\u00f3tese de incumprimento da obriga\u00e7\u00e3o (MONTEIRO FILHO; ROSENVALD; DENSA, 2020).<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Rosenvald (2020) alerta que deve haver an\u00e1lise caso a caso acerca da incid\u00eancia de for\u00e7a maior em casos de descumprimento obrigacional. Por exemplo, as atividades em que houve restri\u00e7\u00e3o estatal, impedindo o desempenho das atividades, tem probabilidades melhores de justificar o descumprimento contratual.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-consideracoes-finais\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/h2>\n\n\n\n<p>Em suma, a investiga\u00e7\u00e3o empreendida neste artigo revela a complexidade e a relev\u00e2ncia da Teoria da Imprevis\u00e3o no cen\u00e1rio tumultuado instaurado pela pandemia de COVID-19. A an\u00e1lise detalhada demonstra que a legisla\u00e7\u00e3o e a doutrina jur\u00eddica oferecem mecanismos para a adapta\u00e7\u00e3o e a revis\u00e3o contratual em face de eventos extraordin\u00e1rios e imprevis\u00edveis, tais como os provocados pela crise sanit\u00e1ria global.<\/p>\n\n\n\n<p>Fica evidente que o direito contratual, embora tradicionalmente pautado pela for\u00e7a obrigat\u00f3ria dos pactos (pacta sunt servanda), deve ser flex\u00edvel o suficiente para acomodar situa\u00e7\u00f5es de for\u00e7a maior ou caso fortuito, mantendo o equil\u00edbrio e a equidade nas rela\u00e7\u00f5es contratuais. A pandemia, como um evento de magnitude in\u00e9dita, testou os limites dessa flexibilidade, exigindo dos operadores do direito uma aplica\u00e7\u00e3o prudente e contextualizada dos princ\u00edpios jur\u00eddicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os casos analisados ilustram a diversidade de situa\u00e7\u00f5es e a necessidade de uma abordagem caso a caso, onde a aplica\u00e7\u00e3o da Teoria da Imprevis\u00e3o e das normas relativas \u00e0 onerosidade excessiva deve levar em conta as particularidades de cada rela\u00e7\u00e3o contratual afetada pela pandemia. Enquanto algumas situa\u00e7\u00f5es demandam revis\u00e3o ou mesmo resolu\u00e7\u00e3o contratual, outras podem ser resolvidas por meio de negocia\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o m\u00fatua das partes envolvidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a distin\u00e7\u00e3o entre caso fortuito interno e externo ganha especial relev\u00e2ncia, influenciando diretamente a responsabiliza\u00e7\u00e3o e as possibilidades de revis\u00e3o contratual. A jurisprud\u00eancia recente fornece um panorama de como os tribunais est\u00e3o lidando com essas quest\u00f5es, evidenciando uma tend\u00eancia \u00e0 modera\u00e7\u00e3o e ao equil\u00edbrio, buscando preservar tanto a seguran\u00e7a jur\u00eddica quanto a justi\u00e7a contratual em tempos de incerteza.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, a pandemia de COVID-19 n\u00e3o apenas desafiou a sociedade e a economia global, mas tamb\u00e9m proporcionou um terreno f\u00e9rtil para a reflex\u00e3o e o desenvolvimento do direito contratual, sublinhando a import\u00e2ncia de princ\u00edpios como a boa-f\u00e9, a fun\u00e7\u00e3o social do contrato, e a necessidade de adapta\u00e7\u00e3o das normas jur\u00eddicas \u00e0s circunst\u00e2ncias excepcionais. O legado desse per\u00edodo turbulento, portanto, inclui uma rica jurisprud\u00eancia e uma doutrina mais refinada sobre a intera\u00e7\u00e3o entre contrato, imprevis\u00e3o e crise, contribuindo para a evolu\u00e7\u00e3o cont\u00ednua do direito contratual na busca pelo equil\u00edbrio entre estabilidade e justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\t\t<div class=\"web-stories-list alignnone has-archive-link is-view-type-carousel is-style-default is-carousel\" data-id=\"1\">\n\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"web-stories-list__inner-wrapper carousel-1\"\n\t\t\tstyle=\"--ws-story-max-width:185px\"\n\t\t\t>\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"web-stories-list__archive-link\">\n\t\t\t<a href=\"https:\/\/lantyer.com.br\/en\/web-stories\/\">\n\t\t\t\tView all stories\t\t\t<\/a>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<div\n\t\t\t\t\tclass=\"web-stories-list__carousel carousel\"\n\t\t\t\t\tdata-id=\"carousel-1\"\n\t\t\t\t\tdata-prev=\"Previous\"\n\t\t\t\t\tdata-next=\"Next\"\n\t\t\t\t\t>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div\n\t\t\t\tclass=\"web-stories-list__story\"\n\t\t\t\tdata-wp-interactive=\"web-stories-block\"\n\t\t\t\tdata-wp-context='{\"instanceId\":1}'\t\t\t\tdata-wp-on--click=\"actions.open\"\n\t\t\t\tdata-wp-on-window--popstate=\"actions.onPopstate\"\n\t\t\t\t>\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"web-stories-list__story-poster\">\n\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/lantyer.com.br\/en\/web-stories\/what-is-digital-law\/\" >\n\t\t\t\t\t<img\n\t\t\t\t\t\tsrc=\"https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cropped-pexels-tara-winstead-8386440-scaled-1.jpg\"\n\t\t\t\t\t\talt=\"O que \u00e9 Direito Digital?\"\n\t\t\t\t\t\twidth=\"185\"\n\t\t\t\t\t\theight=\"308\"\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\tsrcset=\"https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cropped-pexels-tara-winstead-8386440-scaled-1.jpg 640w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cropped-pexels-tara-winstead-8386440-scaled-1-150x200.jpg 150w\"\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\tsizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\"\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\tloading=\"lazy\"\n\t\t\t\t\t\tdecoding=\"async\"\n\t\t\t\t\t>\n\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<div class=\"web-stories-list__story-content-overlay\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"story-content-overlay__title\">\n\t\t\t\t\tO que \u00e9 Direito Digital?\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\n\t\t\t\n\t\t\t\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<div\n\t\t\t\tclass=\"web-stories-list__story\"\n\t\t\t\tdata-wp-interactive=\"web-stories-block\"\n\t\t\t\tdata-wp-context='{\"instanceId\":1}'\t\t\t\tdata-wp-on--click=\"actions.open\"\n\t\t\t\tdata-wp-on-window--popstate=\"actions.onPopstate\"\n\t\t\t\t>\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"web-stories-list__story-poster\">\n\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/lantyer.com.br\/en\/web-stories\/what-are-metaverses\/\" >\n\t\t\t\t\t<img\n\t\t\t\t\t\tsrc=\"https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/cropped-Capa-640x853.jpg\"\n\t\t\t\t\t\talt=\"O que s\u00e3o os Metaversos?\"\n\t\t\t\t\t\twidth=\"185\"\n\t\t\t\t\t\theight=\"308\"\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\tsrcset=\"https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/cropped-Capa.jpg 640w, https:\/\/lantyer.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/cropped-Capa-150x200.jpg 150w\"\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\tsizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\"\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\tloading=\"lazy\"\n\t\t\t\t\t\tdecoding=\"async\"\n\t\t\t\t\t>\n\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<div class=\"web-stories-list__story-content-overlay\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"story-content-overlay__title\">\n\t\t\t\t\tO que s\u00e3o os Metaversos?\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\n\t\t\t\n\t\t\t\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<div tabindex=\"0\" aria-label=\"Previous\" class=\"glider-prev\"><\/div>\n\t\t\t\t\t<div tabindex=\"0\" aria-label=\"Next\" class=\"glider-next\"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-referencias\"><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>BAPTISTA, Luiz Olavo. O risco nas transa\u00e7\u00f5es internacionais: problem\u00e1tica jur\u00eddica e instrumentos (de defesa). In Revista de Direito P\u00fablico, n\u00b0 66. S\u00e3o Paulo: Malheiros, Abril\/junho 1983, p.269.<\/p>\n\n\n\n<p>BDINE JR., Hamid Charaf. In C\u00f3digo Civil Comentado. Coordenador: Ministro Cezar Peluso. 4\u00aa Edi\u00e7\u00e3o. Recista e Atualizada. 2010. Pg. 412.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL. C\u00f3digo Civil: Lei n\u00ba 10.406\/2002. Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/L10406.htm\">http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/L10406.htm<\/a> . Acesso em: 05 maio 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL. Lei da Liberdade Economica: Lei 13.874\/2019. Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2019-2022\/2019\/lei\/L13874.htm\">http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2019-2022\/2019\/lei\/L13874.htm<\/a> . Acesso em: 06 maio 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL. Tribunal de Justi\u00e7a do Estado da Bahia. Procedimento Comum C\u00edvel n\u00ba 8034799-17.2020.8.05.0001. Demandante: Sindicato Dos Lojistas Do Comercio Do Estado Da Bahia. Demandada: Condominio Naciguat. Relator:Juiz \u00c9rico Rodrigues Vieira. Salvador, 14 de abril de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>CASTRO, Thiago Soares Castelliano Lucena de. O coronav\u00edrus e a teoria da imprevis\u00e3o: contratos no Direito Civil. Consultor Jur\u00eddico, [s. l.], 18 abr. 2020. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.conjur.com.br\/2020-abr-18\/lucena-castro-coronavirus-teoria-imprevisao. Acesso em: 4 maio 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>DINIZ, Maria Helena. C\u00f3digo Civil anotado. 15. ed. S\u00e3o Paulo: Saraiva, 2010. p.342.<\/p>\n\n\n\n<p>LOPES, Geraldo Evangelista. As cl\u00e1usulas pacta sunt servanda e rebus sic stantibus e suas consequ\u00eancias jur\u00eddicas. \u00c2mbito Jur\u00eddico, [s. l.], 1 dez. 2017. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/ambitojuridico.com.br\/cadernos\/direito-civil\/as-clausulas-pacta-sunt-servanda-e-rebus-sic-stantibus-e-suas-consequencias-juridicas\/\">https:\/\/ambitojuridico.com.br\/cadernos\/direito-civil\/as-clausulas-pacta-sunt-servanda-e-rebus-sic-stantibus-e-suas-consequencias-juridicas\/<\/a> . Acesso em: 5 maio 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>MONTEIRO FILHO, Carlos Edison do R\u00eago; ROSENVALD, Nelson; DENSA, Roberta. Coronav\u00edrus e Responsabilidade Civil: Impactos Contratuais e Extracontratuais. [S. l.]: Editora Foco, 2020. ISBN 978-65-5515-069-8.<\/p>\n\n\n\n<p>RIPERT, Georges. A regra moral nas obriga\u00e7\u00f5es civis. Campinas: Bookseller, 2009.<\/p>\n\n\n\n<p>ROSENVALD, Nelson. Os Impactos do Coronav\u00edrus na Responsabilidade Contratual e Aquiliana.&nbsp;Nelson Rosenvald, [<em>s. l.<\/em>], 6 mar. 2020. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.nelsonrosenvald.info\/single-post\/2020\/03\/06\/OS-IMPACTOS-DO-CORONAVIRUS-NA-RESPONSABILIDADE-CONTRATUAL-E-AQUILIANA\">https:\/\/www.nelsonrosenvald.info\/single-post\/2020\/03\/06\/OS-IMPACTOS-DO-CORONAVIRUS-NA-RESPONSABILIDADE-CONTRATUAL-E-AQUILIANA<\/a> . Acesso em: 4 maio 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>TARTUCE, Fl\u00e1vio. Manual de direito civil: volume \u00fanico \/ Fl\u00e1vio Tartuce. 10. ed. rev., atual. e ampl. \u2013 Rio de Janeiro: Forense; S\u00e3o Paulo: M\u00c9TODO, 2020.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>This article proposes an in-depth examination of the Theory of Unforeseen Events, outlining its history, foundations, and applicability in the current legal context. The nuances of this theory, its application in legislation, and the relevant doctrinal interpretation will be discussed, with the aim of elucidating the possibility of contract review or termination in light of the challenges posed by the COVID-19 pandemic. 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